sexta-feira, 8 de maio de 2015

Crônica do Veríssimo

Postado por Alícia Guimarães às 11:24 0 comentários

 Crônica do Veríssimo



     Ás vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado. Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida dolorosa. Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar… é nossa razão de existir. Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa. Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Você descobre que “algumas” pessoas nunca disseram “eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas ”transaram “… descobre também que outras disseram “eu te amo” uma única vez e agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-los a reconstruir um coração quebrado. Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes… Não deixe de acreditar no amor, mas certifique se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas ideias e planos para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra… Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá restar.

Aproveite sua família que é uma grande felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas. Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance a vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho. A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é, que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Crônica de quem não sabe escrever crônicas

Postado por Alícia Guimarães às 00:58 0 comentários

Crônica de quem não sabe escrever crônicas


"A crônica é uma forma textual no estilo de narração que tem por base fatos que acontecem em nosso cotidiano. Por este motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e por muitas vezes se identifica com as ações tomadas pelas personagens."
 
    Como amante de textos e literatura, eu sempre achei as crônicas algo incrível e fascinante. Até tentar fazer uma dia desses. Parece ser a coisa mais fácil do mundo, mas quando você começa a colocar as ideias no papel, meu caro... Desisti, no mínimo, umas cinco vezes em um só dia. Não dá. Tentei falar sobre o calor, é clichê. Pensei em escrever sobre minha ida à padaria, mas há meses que não compro nada lá, para falar a verdade, não sei nem o nome da atendente, que dirá do padeiro. Amassei os papéis, enfurecida. Tive a ideia de abordar a raiva como tema principal da minha crônica, oh, que nada, fiquei com mais ódio ainda. Sinceramente, parei para pensar se todo cronista de primeira viagem tem essas dificuldades absurdas na hora de redigir. Saquei logo de cara que era a cidade, com certeza! Como não pensei nisso antes? Ou vai me dizer que é coincidência Martha Medeiros, Moacyr Sclair e, ninguém mais, ninguém menos que Luís Fernando Veríssimo serem gaúchos e, obviamente, os melhores cronistas brasileiros na minha mera opinião?! Santa, Porto Alegre! Mas, espere... Lygia Fagundes, Ignácio de Loyola (sim, com G), Ruy Castro, fora Rubem Braga, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros que nem estão mais aqui, nenhum desses é gaúchos, mas todos são cronistas brasileiros renomadíssimos. Então... O problema é comigo?!
 

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