terça-feira, 23 de junho de 2015

De onde surgiu a ideia do seu livro?

Postado por Alícia Guimarães às 01:12 0 comentários

De onde surgiu a ideia do seu livro?



Eu tinha onze anos quando publiquei minha primeira web novela em uma comunidade de uma determinada rede social. Em meio a diversas frustrações de escritora de primeira viagem, consegui montar um enredo, personagens e cenário para a minha primeira "obra literária", diga-se de passagem. A web novela se chamava "Raíssa", publicava um capítulo diferente todos os dias, e eu confesso que não faço a mínima ideia de como comecei a escrevê-la e nem qual foi a minha inspiração. Lembro-me bem que recebi inúmeras críticas positivas em detrimento a minha web, e exatamente por este motivo, fiz a "Segunda Temporada", que para ser bem sincera, não chegou aos pés da primeira. 
Depois de um ano, quando minha web novela foi esquecida, entrei para o mesmo site com outra obra, desta vez, chamada de "Passado em Reforma", que não foi tão bem recebida como a primeira, porque nesta web, criei a história de Gabriela, uma adolescente rebelde de 15 anos que não se importava com nada, e no meio da noite, Gabriela acordou e fez um "pedido" a uma estrela cadente, o de que sua família sumisse. Assim foi feito. Gabi passou a viver em um verdadeiro inferno quando descobriu que não conseguia viver feliz sem as pessoas que a amava. Depois de muito sofrer e sentir as consequências do seu pedido frustado, Gabriela acorda e descobre que tudo não passava de um sonho. Muuuuuita gente criticou a web por isso, fiz uma história inteira, que na verdade não passava de um sonho. 
Fiquei um pouco desestimulada a escrever, porém, aos 13 anos, comecei a escrever suspense e terror. E sem mentira nenhuma, me "descobri" em meio àquelas histórias esquisitas e com um enredo bem aterrorizante. A web que eu mais curti, foi: "Cassie Blake - A lenda do diário secreto", apesar da pouca idade, gostei muito e acredito que ela ainda esteja na rede em algum site de Fanfic. Vi que as pessoas gostavam de histórias assim, mas, tive que parar depois de um tempo e desisti de escrever. 
Quando eu estava prestes a fazer 14 anos, a minha escola divulgou uma viagem para Orlando como comemoração dos nossos 15 anos, eu enlouqueci, como amante de filmes da Disney, cheguei em casa implorando para que a minha mãe deixasse-me ir. Conversamos com o meu pai, obriguei (literalmente) os meus pais de tirarem o meu passaporte e... Descobri que não ia mais viajar. Não ia porque não tinha dinheiro, o dólar estava caro e nós tínhamos que desembolsar horrores. Foi duro desistir do meu sonho. 
No dia da viagem, minhas amigas começaram a postar fotos de tudo, e eu fiquei extremamente triste, porque de uma forma ou de outra, eu estaria ali. Foi por um motivo fútil, mas fiquei muito chateada. Nesta mesma época, comecei a conversar com a Isabella, e descobri que os seus pais se conhecerem na Disney! Eu tinha uma história legal e um sentimento de conhecer Orlando. Enredo perfeito! A história de amor deles foi tão linda, que finalmente, consegui arriscar escrever um romance. O meu primeiro romance de verdade. Pensei comigo: "Se não posso ir à Disney, ela vai vir até mim!", e comecei o livro. Mas, na época, eu não pensava que seria livro. Para mim, era só a forma de desabafar a minha tristeza de não ter ido, haha. 
Quase por um ano da minha vida, dediquei meus dias e noites a tal história da "Rachel", pesquisei tanto, para vocês terem uma ideia, assisti 35 vezes ao vídeo da queima de fogos do Magic Kingdom para conseguir escrever um capítulo!! Além disso, assisti vídeos do funcionamento dos brinquedos, passeios, comidas dos parques e uma lida rápida pela cidade. Quando cheguei no meio do livro, conversei com a minha mãe sobre publicá-lo. Ela concordou, e aí está ele. Prontinho para o lançamento.
Bem, não pretendo parar de escrever e sim, ainda escrevo alguns contos. Mas, estes são um pouco sigilosos. Não sei se devo e nem quero compartilhar, rs. Enfim, não vejo a hora de receber as críticas do meu livro. <3

Amor

Postado por Alícia Guimarães às 00:22 0 comentários

Amor


Até eu me impressionei quando decidi falar sobre o amor. Primeiro, porque eu nunca escrevi textos assim. Segundo, porque o amor não se explica, se sente. E por mais que não acreditemos, existem milhares de formas de amor. Amor materno, paterno, fraternal e... Aquele amor que a gente acaba descobrindo quando começa a viver.

Certa vez, ouvi dizer que quando alguém te perguntar: "Você ama tal pessoa?", e você disser não, é porque realmente não ama, agora se você ficar em dúvida... É aí que está o problema. A tal da dúvida. Na maioria das vezes, as pessoas acham que amam, mas não é amor, é paixão. As vezes nem é paixão, é só atração e de "achar" por "achar", nunca sabemos realmente o que é amar (isso ficou com muito eco, também senti!). Pra ser bem sincera, eu não sei, e ainda me sinto muito imatura para descobrir. Confesso que no fundamental, eu já "amei" alguns garotos, e sinceramente, com o tempo, a gente vai descobrindo que não é amar.

 "Chega um dia que a gente simplesmente muda. Os sentimentos acabam e o coração faz novas escolhas."

Claro que ao passar das épocas, a gente cresce e a coisa piora (ou melhora, depende da situação). E se piorar... Eu sinto muito mesmo, sei bem como se sente. Mas é com as decepções que aprendemos a medir nossos sentimentos, as nossas escolhas e conhecemos nosso coração. Pode até parecer clichê, mas como escritora de romance (não sei onde fui arrumar esse título), não posso deixar de acreditar no amor, mas também acho que vai depender de pessoa pra pessoa, de tempo pra tempo. 

Semana passada foi dia dos namorados. E o tanto de "eu te amo" que eu vi nas redes sociais me fez pensar o seguinte... Será que elas sabem mesmo o que é amar? Ou só estão escrevendo textos e postando fotos porque se sentem bem com aquela pessoa e acha que ama? São por estes e outros inúmeros motivos que a gente tem os amigos. O que seria da vida sem o amor de amigo? Eu tenho alguns amigos de verdade, e os amo. Não preciso namorar com eles, e nem sinto vergonha nenhuma de dizer um "Caraca, eu te amo.", amar é conseguir dizer isso sem ter segundas intenções. 

Coração palpitando, mãos suadas, nervosismo e as famosas "borboletas no estômago" não são sintomas do amor, disso eu tenho certeza.  Juro que quando descobrir, conto pra vocês.

Alícia Guimarães

 

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