sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ser escritora de romance policial é...

Postado por Alícia Guimarães às 14:00 0 comentários

Ser escritora de romance policial é...


No mínimo, ser chamada de louca só porque você escreve uns crimes maneiros! HAHAHA, não é pra tanto, mas perdi as contas de quantas foram as vezes que eu tive vergonha de explicar o que estava escrevendo para alguém com medo de que eles achassem que eu tenho sérios problemas mentais. Mas, realmente, não consigo achar sinônimos para "homicídios", "morte", "crime", "sequestro" ou qualquer coisa do gênero. Se eu não quisesse ser redatora, eu queria ser perita ou detetive. Dessas que sai atrás do criminoso sem que ele suspeite. Acho tão seriado americano! Justamente por isso que não quero mais ser.
Costumo dizer que eu sou uma serial killer literária, já matei tanta gente nessa vida, que juro, não me chamem de maluca, eu acho até legal. Pelo simples fato de não ser todo mundo que consegue escrever e descrever um assassinato ou algo do tipo. Estava até comentando com um amigo meu essa semana, as pessoas me olham como se eu fosse uma dócil e ingênua adolescente romântica de dezessete anos. Quando na verdade, eu já "matei" muito personagem até chegar no "O Mundo Mágico de Rachel". Por ser tão diferente das obras que eu costumava trabalhar, ficou simplesmente perfeito no meu ponto de vista. Talvez eu mudasse alguma coisa, porque dos 14 anos para cá, eu vivenciei e tirei minhas próprias conclusões sobre muitas questões que dizem respeito aos assuntos abordados no livro.
A novidade é que muito provavelmente (isso quer dizer que nem seja uma certeza), o próximo livro vai ser de romance de novo, mas desta vez, policial. Do jeito que eu gosto. Com muito mistério, ação, suspense e, claro, umas gotinhas de amor porque todo mundo merece... Claro, ser escritora de romance policial é se inspirar em seriados do estilo "CSI", "Criminal Minds", "Esposas Assassinas", "Pretty Little Liars" e uma dezena de outros exatamente igual a estes. É legal porque você vivencia um dia a dia diferente, vê coisas diferentes e trabalha com diferenças também.
E ainda, é estudar Direito sem nem entrar na faculdade. É abrir mil e uma abas no Google com palavras chave do tipo "Código de Direito Penal", "Como funciona um julgamento", "Documentário de serial killers", "Leis brasileiras", "Vídeos de casos repercutidos mundialmente", entre tantos outros absurdos. Se alguém abrisse o histórico do meu computador, eu teria que saber explicar bem o que significava aquilo ou senão... Adeus, carreira literária.
Apesar de todo o preconceito, de todo o trabalho, das noites em claro lendo os livros da minha maravilhosa Gillian Flynn, do Dan Brown e tantos outros autores que possuem uma mente mais ou menos igual a minha, e as dificuldades em escrever um romance policial, eu adoro. E vale a pena, sério mesmo. Ah, se a gente escreve, não quer dizer que somos do mal, tá? Apenas nos divertimos de forma diferente com as palavras.

Uma última dica, não seja inimigo de um escritor. Vai por mim... MUHAHAHA (risadinha maléfica)

Beijinhos,
Alícia Guimarães

quinta-feira, 30 de julho de 2015

"Você tem 17 anos e já escreveu um livro?"

Postado por Alícia Guimarães às 13:13 1 comentários

"Você tem 17 anos e já escreveu um livro?"


Dia desses eu estava entregando uns convites para o lançamento do meu livro a alguém que não me lembro agora, quando de repente, a pessoa me olha com os olhos arregalados e solta o famoso: "Meu Deus, você tem 17 anos e já escreveu um livro?". Eu poderia ficar surpresa. Poderia, mas não fiquei. Não é a primeira e eu sei que não será a última vez que vou escutar esta frase típica. 

Não, eu tenho 17 anos e vou publicar um livro. Escrever, eu já escrevi vários. Nas minhas contas, foram 4 livros. Válidos, uns 3. Digo isso porque até hoje não acabei o 3º, pulei para o 4º e resolvi publicar. Além de livros, ainda escrevi umas 2 Fanfics e umas 4 web novelas. Orgulho-me disso. Porém, não é a coisa mais anormal do mundo e está muito longe de ser. Dou graças aos céus por ter nascido em uma era de tecnologia (não que eu quisesse realmente, por mim, eu teria nascido em Londres na década de 60, desculpem se sou fã dos Beatles). Mas, aos 11 anos, eu já escrevia. Escrevia muito. Passava o dia todo escrevendo. Eu me lembro bem de uma época da minha vida em que eu só escrevia. Adeus, vida social. Entretanto, eu "parei" a vida para escrever porque eu quis mesmo. Não que isso fosse uma obrigação de verdade. A gente aprende a administrar o tempo com o passar dele.
Existem várias meninas de 13 anos que escrevem muito! Ninguém dá valor porque elas não publicam. Mas escrevem. Como se escrever e publicar na internet não fosse complicado. Eu comecei pela internet, como a maioria das meninas da minha idade, e adoro isso. O problema do "livro físico" é que você tem que achar uma editora que goste do seu estilo literário e queira apostar em você. Porque eles apostam tudo no escritor quando querem, a gente é tipo o "produto" deles. Tem que vender. Em uma editora, há prazos, em blogs não. Nós escrevemos quando queremos.
Eu me orgulho muito de ter 17 anos e ter escrito um livro, não por achar isso uma coisa de outro mundo, mas por gostar de escrever desde cedo. Claro, tem que ter maturidade, muita até. Porque não é fácil escrever um romance aos 14 anos de idade. É, eu tinha 14. Você tem que saber como os casais se comportam, como as pessoas se comportam em relação ao amor e saber lidar com o amor propriamente dito. Amar é complexo. Falar de amor é mais complexo ainda, principalmente quando se tem pouquíssima ou nenhuma experiência do assunto. É o que acontece quando se é pré-adolescente.
Teve momento que eu pensei em desistir do livro, pensei em desistir da literatura, mas as pessoas apostavam e me diziam para não parar. Foram vários momentos, na verdade. Eu chorei muito na época de escrever algumas cenas. Não por elas serem emocionantes o suficiente para me fazerem chorar, mas, porque eu simplesmente não conseguia e nem fazia ideia do que escrever. Aconteceu no capítulo do beijo (tá, isso é quase um spoiler do livro, quase!), gente, sério, eu juro. Eu chorei muito porque não conseguia sair do canto. Uma semana depois, quando terminei o parágrafo, ri do meu desespero porque eu fui capaz de escrever isso e muito mais. Como, por exemplo, escrever sobre um lugar que eu nunca fui. Assisti tantos vídeos, que quando eu for a Disney, já vou saber exatamente o que fazer sem nem precisar de mapa, se brincar.
O problema em escrever cedo é ter pouca experiência de vida, é saber que escrever um livro não é fazer cópia de outro que você já leu, é tirar momentos que existem apenas na sua cabeça e passar isso para a cabeça de outra pessoa. É meio que uma telepatia por meio das palavras. Você tem que saber bem o que está descrevendo para as pessoas. É difícil mesmo. Portanto, nós, escritores mirins, não somos "nerds", superdotados ou gênios da língua portuguesa só porque escrevemos um livro. Se fosse assim, seria mérito de todo escritor, não só da gente que tem menos de 18 anos. Somos inteligentes o suficiente para colocar pensamentos, sentimentos e ideias no papel. Elogiem-nos, a gente merece. Assim como qualquer tipo de escritor existente no planeta.

Beijinhos,
Alícia Guimarães

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Lançamento (OFICIAL)

Postado por Alícia Guimarães às 16:39 0 comentários

Lançamento "O Mundo Mágico de Rachel"


Até que enfim!!!! Saiu, né?! Depois de tanto tempo de espera (tempo bom esse, sério), consegui a data para o lançamento na Livaria Leitura, do Manaíra Shopping. Se você é aqui de João Pessoa, está mais do que convidado para participar comigo, da realização de um sonho. Vai começar a partir das 16h do dia 05 de agosto, uma quarta-feira de feriado municipal (ótimo dia para lançar livros!), então, nada de desculpas para não ir. A gente sabe que não tem trabalho, nem escola, vai. HAHAHA, espero muito que vocês possam ir. Mesmo! A obra trata-se de um romance, e mesmo que você não seja do time "loucos por romance", pode ir dar uma conferida lá no livro, não precisa necessariamente compra-lo. Vamos lá, dar uma folheada na livraria. Vou ficar muito feliz em recebê-los. Pode levar namorado(a), mãe, pai, irmãos, tios e tias, amigos do colégio/faculdade, vizinho... Enfim, levem todo mundo! Ninguém merece ficar em casa em pleno feriado, quando pode estar no shopping comprando livros e depois ir assistir Cidades de Papel nas telinhas do cinema com muita pipoca e refrigerante, né? hahaha, vale lembrar que vai ter distribuição de brindes, marcadores e afins. Vamos?!

Ah, e se você não é de João Pessoa, não se preocupe. O livro estará as vendas nos sites das livrarias mais comuns do Brasil, e também poderão entrar em contato comigo através dos meus contatos e pedir um autografado ou coisa do tipo. O pessoal que mora fora, como já tinha dito para vocês, ele será muito bem enviado para o exterior pelos Correios assim que chegar o lote na minha casa. Obrigada, mais uma vez, por todo apoio e incentivo que vocês me deram mesmo que de muuuuuuito longe!! :)

Alícia Guimarães
 

Letras&Cupcakes Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos