domingo, 27 de março de 2016

Minha história com web-novelas

Postado por Alícia Guimarães às 11:00 0 comentários

Minha história com web-novelas

Imagem de book, desk, and organization 

Deve ter começado em 2009. Eu costumava ler muitas webs na internet, todas as noites, eu lia algum capítulo de alguma web no site. Até que um dia, criei coragem e decidi montar uma novela também. Fui aceita em uma comunidade do Orkut para autores de webs e fiquei bem feliz com isso. A minha primeira web-novela se chamava: RAÍSSA. Eu não fazia ideia do que era escrever até começar a postar minha novela no site. Bem, era a história de uma menina de catorze anos que estava grávida e não foi aceita pelos pais em casa, então, passou a viver com a tia e o namorado não aceitava a criança. Tudo bem, pode segurar o queixo. Até hoje eu me pergunto como eu consegui escrever isso tendo onze anos de idade. Informação demais para uma criança, não? Hahaha. No final, ela morria por causa do parto do bebê. 

Eu não tinha a intenção de fazer outra, até que fui convidada, pela dona do site, a fazer a continuação da novela, porque eu estava ficando bem famosa lá. O público me amava e eu me sentia um máximo, todas as noites, recebia mensagens lindas de leitores maravilhosos. E eu tinha só ONZE ANOS de idade. A segunda parte da novela foi chata. Narrada pela filha da Raíssa, se eu não me engano, era Claire o nome dela, ela sofria bullying por ser órfã e no final, virava psicóloga. Certo, é melhor eu parar por aqui antes que vocês pensem que eu era uma criança com problemas psicológicos de verdade. Quando, de fato, eu só tinha uma imaginação muito (muito mesmo) fértil.

Como eu não tive tantas mensagens com a segunda novela, resolvi parar de escrever. Mesmo no ano que eu ganhei o "Oscar" do site de melhor autora. Ganhei o horário nobre! (Sim, nós éramos organizadas e tínhamos horários para as nossas novelas). O horário nobre era às 21h15min. Eu adorava! Dessa vez, depois de ter ganhado o prêmio, decidi ficar no site e fazer outra novela. Passado em Reforma foi a minha terceira web. Se eu não me engano (de novo), contava a história de uma menina que era revoltada com os pais, com a escola, com os amigos e, durante uma passagem de uma estrela cadente, ela pede para que tudo desapareça. E assim acontece. A tal menina que eu nem lembro mais o nome, fica completamente no mundo. E, se arrepende amargamente por isso. Portanto, a mesma estrela que realizou o pedido dela, "desrealiza" no final e ela pôde aprender com os erros.

 Depois de Passado em Reforma eu desisti mesmo de webs. Já tinha uns treze anos, queria fazer algo mais diferente. Fui para as fics e escrevi Cassie Blake - A Lenda do Diário Secreto. Você encontra na internet ainda. E foi o meu primeiro terror. Minhas experiências com terror eram (e sempre serão) bem melhores do que os meus romances. Eu tenho uma habilidade incrível para escrever terror. Mas, além da habilidade, tenho medo, perdoem-me. Enfim, voltando para as webs, eu era famosinha, tinha o horário nobre e a maior legião de fãs do site!  Achava o máximo ser a mais nova da equipe e, além do mais, a mais famosa deles. Hahaha. Eu lembro que tinha uma menina de 16 anos (na época) que escrevia romances eróticos, mas ninguém gostava da coitada, sempre ficavam pedindo pra eu voltar. 

Então, essa postagem foi para dizer que: eu nasci para ser escritora mesmo, não tem jeito. Hoje não tenho mais os meus fãs, não lembro mais o meu codinome, nem como eu escrevia tanta coisa para maiores de idade, tendo apenas onze anos de vida. A gente só descobre isso quando acha o nosso dom. Bem, se você era leitor do site naquela época e se lembra de mim, que tal me dar um "oi"? Eu vou gostar de relembrar os velhos tempos, quando a minha maior preocupação, era ficar acordada até às 22h para conseguir postar todos os capítulos. O que temos para hoje é saudade.

Beijinhos,
Alícia Guimarães 

sábado, 26 de março de 2016

O que penso sobre o desapego

Postado por Alícia Guimarães às 11:00 0 comentários

O que penso sobre o desapego

Imagem de landscape

Tem hora que a gente tem que desapegar. Não só de pessoas, mas também de coisas e momentos. Muitas vezes, não importa qual seja a situação, mas a gente vai ver e ouvir o que não quer, pelo "simples" fato de estar ligado a algo que te faça pensar naquilo como uma coisa importantíssima. A gente olha fotos, vídeos, anotações de pessoas que hoje mal olham na nossa cara. Isso machuca bastante, mas, temos que lembrar que nem todo mundo sabe amar e respeitar como deve ser. As pessoas brincam com sentimentos de outras na maior naturalidade do mundo e, se você reclamar, será o mal amado sensível que só sabe encher o saco. Lembre-se: a maioria das pessoas NÃO sabem o que é o amor. Eu, por exemplo, não faço ideia.

Às vezes,  temos que passar por uma situação ruim de decepção para ver que as pessoas que nós mais amávamos não passavam de bobos que queriam brincar conosco e não nos respeitavam nem um pouco. Machuca bastante também. De uma forma ou de outra, é uma maneira de amar. Além disso, a gente tem que errar (e muito) para aprender que só errando a gente reconhece os amigos. Por falar em amigos, realmente, só conhecemos quando precisamos deles. E é melhor nos afastar mesmo. Ninguém merece aguentar gente que só quer te ver para trás. Temos que desapegar de coisas porque elas não fazem sentido depois de algum tempo. Temos que desapegar de coisas porque elas nos fazem lembrar das mesmas pessoas que querem te colocar para trás. Temos que desapegar de coisas porque elas, às vezes, fazem parte de todos os momentos que não queremos lembrar.

Dá pra parar de colocar as pessoas em primeiro lugar????? Você tem que vir primeiro que tudo isso. O primeiro passo para desapegar, segundo Isabela Freitas, é o amor próprio. "Se ame ao ponto de achar que nenhum cara é bom o suficiente para você.", sim! Egoísmo? Não... Com o tempo, você vai ver que isso vai te livrar de muita coisa. Não só com "os caras", mas com os mesmos amigos e amigas citados acima. Esse texto está confuso? Está. Mas quem disse que a gente tem sentimento organizado?

Beijinhos,
Alícia Guimarães

sexta-feira, 25 de março de 2016

Mudanças

Postado por Alícia Guimarães às 11:53 0 comentários

Mudanças

Imagem de heart, sea, and summer

É de lei: tudo muda. Os seus gostos mudam, as pessoas mudam, você muda, talvez de endereço, mas como também de personalidade. Ninguém é obrigado a ser assim pra sempre. A verdade é que toda mudança é necessária. Eu tinha onze anos quando fiz a minha primeira mudança. Comecei a escrever uma história e, diferente das outras, queria mostrá-la para as pessoas. Deu certo. Fui lida, reconhecida e a escritora de web-novelas mais nova do antigo site. Minha segunda mudança não foi boa. Pelo menos, não na hora. Eu troquei de escola e aquilo pareceu ser o fim do mundo. Mas, pessoas que eu nem sabia da existência, entraram na minha vida e eu pude notar como sair de uma rotina para entrar em outra era realmente imprescindível. O meu primeiro crush (desses que a gente acha que é o amor eterno), eu deveria ter uns treze anos. Moleca, pirralha e sem saber de nada da vida, encarei a situação como uma mudança ruim, porque eu não queria lidar com aquilo. O tempo foi passando e as coisas foram mudando também. A pessoa que a gente acha que nunca vai esquecer, é sempre a memória mais engraçada que você tem. De lá pra cá, tantos crushes, tantos "amores da vida", tantos novos amigos, tantas novas pessoas. A única certeza que você tem é que as coisas vão mudar.

Eu devo ter mudado de estilo de roupa, pelo menos, umas três vezes até hoje. Eu fazia o estilo romântica, depois fui para o estilo rockeira (sem nunca ter escutado um rock pesado, vale lembrar) e depois vim para o estilo... Bem, ainda não descobri o meu estilo de agora, mas, provavelmente daqueles que curtem herois e filmes de ação. Mudei tanto de cabelo que talvez eu nunca vá achar uma foto minha com o mesmo cabelo em um único ano. Comecei com meu cacheado 3B, depois enjoei. Fui para as tranças, mas, enjoei também. Decidi ser alisada. Passei dois anos com o cabelo enorme e, quem diria, cortei. Algum tempo depois, quis ser loira. Enjoei meses depois e já não sabia mais o que eu queria. Decidi deixar a raiz lisa e as pontas cacheadas. Haja BaByliss!!! Hoje, eu já voltei ao início da história. Mas, agora e, por enquanto, com um cabelo cacheado 3C. Porém, eu já quero mudar de novo. Daqui a alguns meses, pelo menos na minha cabeça, eu vou fazer um super corte, deixá-lo natural de novo e sei lá, virar ruiva acobreada. 

Todo mundo muda. Você provavelmente não deve ter o mesmo estilo que tinha há cinco anos, por exemplo. Imagina há dez... Ah, tem outro caso também. Quando a mudança é de endereço. Você chega no bairro/cidade/estado/país novo e acha que nunca vai se acostumar. Você se lembra dos amigos e, a única coisa que deseja, é poder convencer quem quer que seja de  voltar. Mas, meu caro, voltar é sempre a pior opção. Para que a gente cresça, tem que haver mudança. Daqui a pouco você vai estar no lugar, que agora nem é mais tão novo assim, se perguntando o porquê de não ter nascido ali. É sempre assim. Nem todo mundo gosta de mudança, mas ela é sempre necessária. Elas fazem a gente enxergar o mundo de formas diferentes, fazem a gente pensar que nem sempre a melhor opção é ficar na mesma. Mude. Nem que seja de lado da cama, mas mude. Você mesmo no futuro vai agradecer a si próprio do passado.

Beijinhos,
Alícia Guimarães
 

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